Confira a conversa que tivemos com o vocalista Júlio Cascaes sobre a banda.
Entrevista por Júlia Bertoluci
1. Como foi o início do Reberba Trio?
Júlio - Tudo começou com uma trilha sonora encomendada para o curta-metragem "O Caso do Cantor Desaparecido" (Dir: Rafele Rodrigues), em 2005. Gravei alguns temas instrumentais e, como gostei do resultado, decidi levar o projeto adiante. Lancei em 2006 uma demo solo chamada "Reverba" tocando guitarra, baixo, algumas baterias e programações. O próximo passo era compor mais músicas e encontrar músicos que me acompanhassem. Em 2007, montei o Reverba Trio em São Paulo, onde gravamos o primeiro álbum. Retornei a Porto Alegre, e com nova formação (Julio Sasquat na bateria e Felipe Grimm no baixo) a banda foi para a estrada.
2. Quais são as influências de vocês?
Júlio - A Surf Music instrumental dos anos 60 (Dick Dale, The Ventures, The Sentinals, Shadows) é onde a gente tem nosso foco. Mas gostamos também de música árabe, mexicana, italiana, trilhas de filmes, etc.
3. Vocês acabaram de lançar um disco (literalmente lançaram no Vale 12:30, hehe) do Reverba Trio. Fala um pouco desse trabalho, das escolhas das músicas (que entraram ou que não, no cd)..
Júlio - Muitas já estavam na demo solo que lancei em 2006. Desta vez estão com a pegada de uma banda, mais orgânicas, com peso. As mais recentes tem mudanças bruscas de ritmo (como Alerta) ou enfatizam melodias árabes ou portenhas.
4. Na apresentação o Vale, a formação de vocês era enxuta (bateria, baixo e guitarra). É sempre assim ou, em outros shows, vocês têm acompanhamento de sopros ou algo assim? O que essa formação ajuda e/ou dificulta a composição das músicas?
Júlio - No álbum a gente coloca algumas guitarras a mais ou algumas programações. No palco é trio mesmo. A idéia e essa. É preciso estar bem ensaiado, ter segurança nas músicas e aumentar o volume.
5. Na conversa de camarim, vocês comentaram do ótimo momento em que está a música instrumental. Gostaria que vocês falassem um pouco desse momento, e o que fatores ajudaram a construir esse momento?
Júlio - É um momento de reconstrução. Porto Alegre sempre teve gerações de músicos talentosos. O problema era os espaços e a falta de veículos para comunicar. A Internet nos salvou nesse aspecto. Temos ampla comunicação com várias bandas brasileiras e internacionais, e estamos sempre em contato, montamos grupos de discussão, enfim, sempre atualizando questões básicas, fazendo shows (muito importante) e utilizando o maior número de veículos digitais de comunicação.
6. Vocês já fizeram trilhas de filme ou desenho de som pra filme?
Júlio - "Onde Estará Wander" foi trilha do curta "O Caso do Cantor Desaparecido" (Direção: Rafael Rodrigues - Low Filmes); ela foi composta em outras versões e durações variadas, para adaptar-se a algumas cenas. Posteriromente, foi feito um clip para a banda, utilizando as cenas do curta metragem;
"Estelionato em Casablanca" virou um clip
A música "Reverba" foi trilha do vídeo de mesmo nome, com direção de Vitor Rypl (2007);
"Túnel Verde" foi trilha do vídeo "Replicantes 2007"
e ainda:
"Nueva Rosita" e "Pampa de Las Salinas" eram tocadas nos shows da Pata de Elefante;
A música "O Tintureiro" foi utilizada como base para uma nova canção de Júpiter Maçã, que passou a chamar-se "Gregorian Fish"
7. Vocês já têm outros shows marcados ou novos projetos?
Júlio - Sim, sempre. Gravação de novo clip e gravação de novo álbum até o final do ano, com lançamento em março de 2010.
Agenda:
20/11 - Festival de Blues do Mississippi Blues Bar (Caxias)
21/11 - Fundação Ecarta - Porto Alegre, sábado, 18:00
Mais informações: www.myspace.com/reverbatrio